😱O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO TEM A CAPACIDADE DE DIRIGIR O PAÍS

MARISA DEIXA RECADO AO GOVERNO E QUESTIONA A FORMA COMO O PAÍS ESTÁ A SER GOVERNADO

Em uma conversa saudável, escutem o que Marisa disse e deixou como recado para o Governo.

Marisa começa por afirmar que chegou a chamada “prova dos nove”, referindo-se à avaliação que, segundo ela, os ministros terão enfrentado.

Na sua intervenção, Marisa levanta também a teoria de que o actual Governo seria um “governo encomendado”, afirmando que o Presidente da República não teria escolhido livremente todas as pessoas que actualmente ocupam cargos no Governo.

“Isto é um facto. Não precisamos ser peritos de nada, não precisamos trabalhar no FBI, não precisamos trabalhar na secreta para saber que este Governo é um Governo encomendado.”

Falando como jovem moçambicana, Marisa afirma que o primeiro responsável que deveria colocar o seu cargo à disposição seria o próprio Presidente da República.

“Para mim, como jovem deste Moçambique, o primeiro indivíduo que deveria chamar a imprensa, colocar o seu cargo à disposição, deveria mesmo ser o próprio Presidente da República.”

Marisa acrescenta que reconhecer limitações ou admitir que não se tem competência para determinada função não deve ser visto como sinal de fraqueza.

“Reconhecer que não tens capacidade de governar não é sinónimo de fraqueza. Reconhecer que não tenho competências para tal não é sinónimo de fraqueza.”

QUESTIONAMENTOS SOBRE A EDUCAÇÃO E A SAÚDE

Durante a sua intervenção, Marisa questiona directamente o desempenho de alguns sectores do Governo.

“A Ministra da Educação está a fazer o quê na Educação? Vocês que entendem de Educação, digam-me, por favor, está a fazer o quê?”

Em seguida, questiona também o sector da Saúde:

“O Ministro da Saúde está a fazer o quê na Saúde?”

CRÍTICAS À GOVERNAÇÃO

Marisa afirma que o Governo começou com problemas e recorda episódios relacionados com o Ministério da Agricultura e com promessas de novos aviões.

Sobre a aviação, questiona as promessas feitas e afirma:

“Aviões para cá, aviões para lá, ou seja, aviões que nos prometeram ainda não chegaram.”

Marisa critica igualmente os custos das viagens aéreas domésticas em Moçambique.

“Andar de avião em Moçambique não é para quem quer, é para quem pode. Uma viagem doméstica está duas vezes mais cara do que uma viagem internacional. Porquê?”

NOMEAÇÕES E DECISÕES DO GOVERNO

Na mesma intervenção, Marisa questiona algumas nomeações e decisões tomadas dentro do aparelho do Estado.

Ela afirma que determinados acontecimentos contribuem, na sua interpretação, para a teoria de que o Governo seria um “governo encomendado”.

Marisa questiona ainda a nomeação de uma antiga responsável para a função de conselheira do Presidente e fala sobre uma outra nomeação que, segundo ela, teria sido revertida num curto espaço de tempo.

“Vimos uma nomeação, em 24 horas o indivíduo caiu.”

“CONVERSAS MERAMENTE SAUDÁVEIS”

Na parte final da sua intervenção, Marisa reforça a sua posição sobre a governação do país e afirma:

“A única coisa que nós temos a certeza neste Moçambique é que o povo está no poder. O povo está no poder.”

Marisa termina a intervenção deixando uma mensagem que classifica como uma conversa saudável:

“Essas conversas são meramente saudáveis. Agora, se vocês ouvem as nossas conversas saudáveis com ruídos, isso já é problema vosso. E se vocês têm problemas connosco, resolvam vocês os problemas. Eu tenho dito.”

Nota editorial: As afirmações apresentadas nesta publicação são declarações atribuídas a Marisa durante a intervenção em vídeo. As referências a um alegado “Governo encomendado”, às nomeações e a outras questões de governação representam as opiniões e interpretações expressas por ela e não são apresentadas pelo Informa Moçambique como factos comprovados.

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